Home Quem somos Vereadores Notícias Contato Voto Distrital



  VEREADORES

  DEM

  PDT

  PMDB

  PP

  PPS

  PR

  PRB

  PSB

  PSDB

  PSOL

  PT

  PTB

  PV


  SERVIÇOS

  Contato

  Denuncie

  Sugestões

Publicado em 02/10/2008

Home > Notícias > Você já escolheu o seu candidato a vereador?

Você já escolheu o seu candidato a vereador?


Reprodução
São Paulo - A dois dias das eleições, a escolha do candidato a vereador ainda é um dilema para a maioria dos eleitores. As pesquisas mais recentes dão conta que 60% não têm ainda um nome definido para levar às urnas. O alto percentual de indecisos para o legislativo não é uma novidade e, nos últimos anos, tem provocado surpresas entre os eleitos – principalmente, para os que ficam de fora.

A indefinição pode refletir diretamente na renovação das cadeiras, que tem uma média histórica de 50% de mudanças.

São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, tem também o maior número de concorrentes na disputa por uma das 55 vagas na Câmara Municipal. Hoje, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), são 1076 candidatos a vereador, filiados em 27 partidos, sendo estes divididos em seis coligações e doze chapas puras, para as eleições proporcionais.

A conseqüência prática de um universo tão grande de escolha para o eleitor é que sobram opções, mas falta a decisão – que deve ser única. Para o diretor executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, o motivo do alto percentual de indecisos não é decorrente da quantidade de candidatos, mas da ausência de informação sobre eles.

"No período eleitoral, os eleitores recebem apenas a sobrecarga de propaganda, mas faltam as informações necessárias sobre o candidato, que são essenciais para formar a convicção do voto", diz. Além do apelo exclusivamente publicitário assumido pelo candidato diante do eleitor, Abramo critica o papel da imprensa no processo eleitoral, que direciona toda a cobertura para a disputa do Executivo, relegando ao segundo plano as eleições proporcionais.

Ele afirma que o uso maciço da propaganda pelo vereador deveria ser enfrentado pelo contraditório, uma das atribuições da imprensa. "Alguns jornais até que tentaram, com seções específicas para os vereadores na internet, mas o conteúdo acabou se transformando apenas em uma listagem", completa.

Abramo diz ainda que a falta de informação não é só sobre o candidato, mas também a respeito do desempenho daqueles vereadores que já estão em mandato. Por isso, o eleitor se vê muitas vezes incapaz de julgar se o trabalho realizado na Câmara merece continuidade.

Uma tentativa de apresentar uma análise sobre o desempenho dos atuais vereadores é o Projeto Excelências, da Transparência Brasil, em que se pode verificar a atividade individual dos parlamentares das capitais e de algumas das principais cidades do País.

Os resultados podem ser significativos para influenciar o voto do eleitor. Em São Paulo, por exemplo, o estudo conclui que a atual Câmara teve 93% de atividade irrelevante, ou seja, apenas 7% de trabalhos importantes para a cidade. "Esta é a importância da informação, porque o voto tem de ser um ato racionalmente decidido", diz Abramo.

Para o dirigente do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor, Gilberto de Palma, a indecisão do eleitor também é conseqüência da falta de entendimento da população sobre o que faz o vereador. "É mais difícil compreender a importância e a função que desempenha o parlamentar. E as pessoas ficam sem saber para que serve o vereador", diz.

Palma afirma que essa lacuna tem ainda uma razão histórica, ligada ao passado colonial brasileiro, que distancia a atividade política da sociedade civil. "Esse processo de aproximação está em consolidação, assim como o entendimento da divisão de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário)".

O dirigente do Ágora sugere um roteiro para ajudar o eleitor a se definir: pesquisar o histórico pessoal do candidato; verificar se tem ficha limpa, seja de processos criminais ou administrativos; confirmar se as promessas feitas são próprias da função que pretende exercer; pesquisar se mudou de partido muitas vezes, para verificar o grau de coerência do candidato; analisar capacidade e o espírito técnico político-legislativo, em vez da simples popularidade, beleza ou sensualidade.

Palma chama a atenção para a onda de "famosos" que buscam a carreira política. Ele afirma que o candidato conhecido por atividades em outras áreas pode popular, mas não necessariamente a garantia de um bom político.

"Tem de haver a avaliação política acima de tudo. Por exemplo, para uma operação, prefere-se um bom médico. Para pilotar um avião, um bom comandante. Nesses casos, ninguém quer substituições por artistas e jogadores de futebol. O mesmo critério deveria acontecer com a política", diz. "No fim, ao eleitor não adianta falar mal da classe política", completa.

Fernando Vieira



preparar para impressão    comentar    enviar para amigo


 ENQUETE
Você é a favor do voto distrital para as próximas eleições municipais?

Sim

Não

Não sei


 LINKS

Assoc. Com. de SP

De Olho No Imposto

Diário do Comércio

Impostômetro

VEREADOR MAIS VOTADO POR DISTRITO



ACSP Home | Vereadores | Notícias | Links | Busca | Voto Distrital

Copyright 2006 - Diário do Comércio - Todos os direitos reservados