São Paulo - A Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) está contestando judicialmente a Lei Municipal 14.223/06, também conhecida como Cidade Limpa. A nova lei, de autoria do prefeito Gilberto Kassab, proíbe todo tipo de mídia exterior na cidade e redefine as dimensões dos anúncios indicativos nas fachadas dos estabelecimentos comerciais e de serviços (bancos inclusive).
Para se adaptar à nova legislação, o comércio terá prazo até o dia 31 de março. Empresas do segmento de mídia exterior deverão fechar suas portas, abaladas pela redução de pedidos, algumas com elevado número de funcionários.
O setor gráfico possui hoje, aproximadamente, 70 empresas na produção de serigrafia, destinada preponderantemente à publicidade externa. Todas elas estão ameaçadas com a Lei Cidade Limpa, podendo demitir algo como dois mil colaboradores.
Muitas empresas chegaram a importar máquinas de impressão, algumas delas a um custo aproximado de US$ 1 milhão. São máquinas que imprimem os cartazes que, posteriormente, são colados nos outdoors. Sem demanda, algumas empresas deverão encerrar atividades.
Na tentativa de evitar o fechamento dessas empresas, a Abigraf entrou na Justiça com um pedido de prorrogação da data fixada para adaptação à nova lei. O pedido, contudo, foi negado na sexta-feira. Nos próximos dias, a entidade entrará com um agravo de instrumento.
Alfried Plöger é presidente Abigraf-Associação Brasileira da Indústria Gráfica, Regional São Paulo
Alfried Plöger

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